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Cirurgia minimamente invasiva da coluna – XLIF

Cirurgia minimamente invasiva da coluna – XLIF

Em meados da década de noventa, o neurocirurgião Dr. Luiz Pimenta, buscando atualizar seus conhecimentos, participou de um congresso em neurocirurgia e nessa ocasião teve a oportunidade de conhecer um dos maiores cirurgiões minimamente invasivos de coluna da época: Dr. Daniel Rosenthal. Muito interessado pelo trabalho desenvolvido pelo Dr. Rosenthal na Alemanha, o Dr. Pimenta realizou um treinamento com duração de dois meses, onde aprendeu técnicas minimamente invasivas de toracoscopia realizadas por lá. Com esses conceitos minimamente invasivos em mente, o Dr. Pimenta voltou ao Brasil e passou a aplicar os novos conceitos em sua prática cirúrgica. Nessa mesma época, o cenário brasileiro era completamente diferente do que existia na Europa.

O diagnóstico de um problema de coluna há muito tempo é visto com uma preocupação grande ao paciente, devido à fama de que os tratamentos são complexos e dolorosos. O avanço tecnológico aliado à medicina vem propiciando o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas que visam uma menor destruição dos tecidos e músculos adjacentes às incisões, menor sangramento e então uma recuperação mais rápida no pós-operatório.

Assim sendo, o Dr. Luiz Pimenta afiliou-se à Universidade da Califórnia, San Diego e passou a desenvolver o acesso extremo lateral em 90 graus à coluna toracolombar. Esta nova técnica, chamada de XLIF® (do inglês eXtreme Lateral Interbody Fusion. fusão intersomática por via extremo-lateral), difere das técnicas tradicionais de acesso á coluna vertebral, principalmente as regiões lombares e torácicas. Dentro das doenças que podem receber tratamento por este procedimento estão, entre outras, a escoliose, hérnia de disco e a espondilolistese. Através de uma incisão (±5 cm) lateral ao corpo do paciente, tubos dilatadores são progressivamente colocados até a coluna, não interferindo nos músculos de trás da coluna. O procedimento é considerado minimamente invasivo devido às suas características, tais como as pequenas incisões necessárias para a cirurgia, o sangramento geralmente pequeno, a preservação dos músculos posteriores, e menor tempo de hospitalização do que uma cirurgia aberta. Por ser um procedimento relativamente rápido e com baixa perda sanguínea, pacientes que têm restrições para uma cirurgia complexa podem ser avaliadas quanto à possibilidade de tratamento cirúrgico.

A produção e comercialização da técnica do XLIF® desde 2002 ficou a cargo da empresa norte americana NuVasive, Inc., que apresenta grande participação na evolução tecnológica da técnica, nos estudos clínicos para a comprovação da eficácia do procedimento e no desenvolvimento de novas próteses a serem utilizadas pela técnica lateral. “Atualmente o XLIF tem 7% da participação no mercado de coluna americano, o que comprova a ótima relação custo-benefício da técnica, que mesmo sendo relativamente nova, está conseguindo penetrar no mercado norte americano, notadamente tradicionalista e conservadora”, disse Patrick Milles, presidente das Américas da empresa norte americana. Essa grande participação do XLIF® no mercado americano é reflexo dos resultados clínicos favoráveis, da satisfação por parte dos pacientes, e no caso específico dos EUA, a diminuição nos custos globais que envolvem uma cirurgia de coluna.

Depois de 10 anos, essa técnica chega ao Brasil. Mais do que uma técnica para cirurgia de coluna, pode ser uma boa opção para o cirurgião e para os pacientes sofredores de coluna, que atualmente representam cerca de 80% da população mundial, segundo a OMS.

Porém, não são todas as patologias da coluna vertebral podem ser tratadas com esta técnica. A indicação do tratamento depende de diversos fatores. Então, só o seu médico poderá decidir junto com o paciente o que será melhor para ele.

Saiba mais aqui sobre o XLIF® e quais profissionais tem experiência e são capacitados de realizar o procedimento.