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Informações aos pacientes.

» Disco artificial X Fusão


Por que optar por um disco artificial cervical em vez de uma fusão (método tradicional)?

Com o surgimento substancial de novas tecnologias, especialmente voltadas para a coluna (lembra-se de passagem que estamos na década da coluna), a possibilidade de troca de um disco doente por um novo têm despertado enorme interesse, tanto no âmbito científico, como na imprensa leiga de um modo geral. No âmbito científico o que chama a atenção é o fato de podermos preservar a mobilidade da coluna vertebral, ao contrário do que ocorre na fusão. Com isso teoricamente estaremos previnindo o surgimento de alterações degenerativas nos níveis adjacentes da coluna vertebral, o que é uma complicação potencial da fusão. Além disso em determinadas situações, nas quais o paciente já foi submetido a procedimentos cirúrgicos previamente, a troca de disco pode ser uma nova e gratificante opção, como por exemplo em alterações degenerativas discais secundárias a uma fusão prévia. Neste caso poderia se dizer que seria uma última alternativa para aquele paciente, de forma a bloquear a cascata degenerativa em níveis adjacentes.

Quais seriam então os objetivos almejados com a troca do disco doente pelo artificial?

  • remover o disco degenerado, possível fonte causadora de dor
  • restaurar a altura discal (consequentemente podendo aumentar o foramem intervertebral, o tamanho do canal medular e melhorar o alinhamento sagital da coluna e com isso diminuir a força de atrito entre as facetas. Resumindo, estaremos diminuindo a dor do paciente).
  • restaurar ou mesmo impedir que piore a mobilidade daquele disco doente.
  • diminuir a cascata degenerativa nos níveis adjacentes.
  • dar alta mais precocemente e com menos restrições de mobilidade, ou seja, o paciente poderá retornar mais rapidamente as suas atividade habituais (o que não é possível com a fusão).
  • possibilidade de uma melhor evolução quando temos um paciente com vários discos doentes necessitando de intervenção cirúrgica. Neste caso a fusão poderá trazer consequências deletérias a médio e longo prazo. Teoricamente e, é o que temos notado com nossos pacientes, aqueles submetidos a troca discal de 2 ou mais níveis, têm evoluído satisfatoriamente.

Vale ainda ressaltar que nas cirurgias de troca discal geralmente são utilizadas pequenas incisões e por não haver a necessidade de se retirar osso autólogo para enxerto, a recuperação do paciente é mais rápida, e outras complicações pós operatórias como disfagia (com índice mais elevado quando se usa fusão e placa) são menos freqüentes. Em síntese, é um procedimento teoricamente simples quando realizado por um qualificado e experiente cirurgião.

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