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Dentre as técnicas cirúrgicas para a degeneração da coluna cervical, a fusão intersomática ou ACDF (anterior cervical discectomy and fusion) é considerada o tratamento padrão-ouro para doenças degenerativas da coluna vertebral cervical. 1 Essa cirurgia tem uma ampla aplicabilidade para as doenças que atingem a coluna vertebral e constitui uma opção para o tratamento da doença degenerativa do disco (DDD), radiculopatias, hérnias discais, correção de deformidades, entre outras. O objetivo deste procedimento é a fixação e estabilização do nível doente e a promoção da descompressão indireta das estruturas neurais acometidas. Trabalhos da literatura mostram bons desfechos pós-cirúrgicos decorrentes deste procedimento, bem como aceitáveis taxas de complicações. 2 Entretanto, existem algumas desvantagens. Além da possibilidade de pseudoartrose (não-fusão dos níveis fixados) e afundamento (subsidence) do dispositivo intersomático (cage), mesmo no caso de uma fixação bem-sucedida do nível operado, ao longo do tempo a FUSÃO gera um maior estresse aos níveis adjacentes, os quais movimentam mais e adoecem mais rapidamente.

Assim, iniciou-se a busca por novas tecnologias que pudessem suprir algumas das limitações dessa técnica. Adaptou-se, então, à coluna vertebral um conceito já previamente utilizado em cirurgias de joelho e quadril: a artroplastia. A ARTROPLASTIA consiste na substituição do disco intervertebral por um disco artificial, preservando o movimento fisiológico do nível operado. No entanto, de maneira diferente da artrodese, a artroplastia têm uma gama de indicações mais restrita do que a artrodese. 3 Essa cirurgia é indicada para casos de hérnia discal ou espondilose na presença de radiculopatia ou mielopatia. Algumas próteses cervicais são atualmente utilizadas em ensaios clínicos ao redor do mundo, dentre elas a Prestige, Bryan, ProDisc C e PCM, essa última desenvolvida em conjunto com o Dr. Luiz Pimenta. 4 Segundo a literatura, ao longo do tempo a FUSÃO sobrecarrega biomecanicamente os níveis acima e abaixo em relação à ARTROPLASTIA, resultando em maior instabilidade e degeneração acelerada. 1 Além dessa vantagem, esta técnica apresenta outras em comparação à fusão. A artroplastia cervical apresenta uma rápida recuperação, com mobilização precoce do paciente e menor taxa de afundamento do cage.

O valor da prótese de disco artificial para a artroplastia é superior do que uma prótese de fusão. Porém, se o contexto global é analisado, a artroplastia pode ter um custo-benefício superior. Estudos da literatura mostram que, depois de 2 anos, a artroplastia tem melhores taxas de retorno ao trabalho, bem como uma maior produtividade depois da cirurgia. Ainda no âmbito da economia, uma projeção de 20 anos entre essas 2 técnicas cirúrgicas estima uma economia de quase 5 mil dólares em comparação à artrodese, já levando em consideração o custo de qualidade de vida por ano e as taxas de possíveis complicações pós-operatórias como revisões e falhas nas próteses de ACDF. 5,6

Dados recentes mostram um caminho interessante para cirurgias que envolvam mais de 1 nível. Uma fusão de mais de um nível limita muito a movimentação cervical e acarreta uma grande sobrecarga nos níveis adjacentes. Já a artroplastia de múltiplos níveis pode levar a um movimento superior ao “fisiológico”, o que também pode causar problemas. Uma opção para solução desses possíveis problemas é a construção híbrida, isso é, a combinação entre as duas técnicas, somando as vantagens de cada uma das tecnologias. Estudos da literatura sugerem que a cirurgia híbrida é igualmente segura. Mas mais interessantemente, a construção que combina níveis de FUSÃO com níveis de ARTROPLATIA (opção híbrida) se mostra superior às opções isoladas de artrodese ou de manutenção total de movimento. 3

Independente das vantagens e desvantagens de cada uma das técnicas, cada uma delas tem uma indicação mais precisa para cada paciente. O histórico do paciente e a anamnese do médico devem ser devidamente avaliados para que a melhor opção de tratamento para o paciente seja escolhida para uma maior chance de sucesso do tratamento.

 

Referências

1.            Muheremu A, Niu X, Wu Z, Muhanmode Y, Tian W. Comparison of the short- and long-term treatment effect of cervical disk replacement and anterior cervical disk fusion: a meta-analysis. Eur J Orthop Surg Traumatol. 2015 Jul;25 Suppl 1:S87-100.

2.            Ren C, Song Y, Xue Y, Yang X. Mid- to long-term outcomes after cervical disc arthroplasty compared with anterior discectomy and fusion: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Eur Spine J. 2014 May;23(5):1115–23.

3.            Zang L, Ma M, Hu J, Qiu H, Huang B, Chu T. Comparison of Hybrid Surgery Incorporating Anterior Cervical Discectomy and Fusion and Artificial Arthroplasty versus Multilevel Fusion for Multilevel Cervical Spondylosis: A Meta-Analysis. Med Sci Monit. 2015 Dec 27;21:4057–67.

4.            Ribeiro CH. Projeto Diretrizes - Fluxograma: Artroplastia cervical. In 2005.

5.            Menzin J, Zhang B, Neumann PJ, Lines LM, Polly DW, Barnett-Myers S, et al. A Health-economic Assessment of Cervical Disc Arthroplasty Compared With Allograft Fusion: Techniques in Orthopaedics. 2010 Jun;25(2):133–7.

6.            Qureshi SA, McAnany S, Goz V, Koehler SM, Hecht AC. Cost-effectiveness analysis: comparing single-level cervical disc replacement and single-level anterior cervical discectomy and fusion: clinical article. J Neurosurg Spine. 2013 Nov;19(5):546–54.

Fonte: Center for Artificial Disc Replacement. 2017

Fonte: Center for Artificial Disc Replacement. 2017