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Escoliose Degenerativa

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                                                     Leonardo Oliveira e Luis Marchi

As patologias degenerativas estão comumente associadas ao envelhecimento populacional. Músculos, ligamentos e discos intervertebrais lentamente perdem sua função com o avanço da idade, gerando, em muitos casos, desconfortos e dores nas costas. A escoliose degenerativa é uma consequência desse fenômeno e o aumento de sua incidência merece atenção.

Essa doença caracteriza-se pela curvatura patológica da coluna vertebral. A existência de deformidade em três dimensões comprova a complexidade do quadro clínico. Há rotações axiais, translações laterais e até mesmo anteriores, ou seja, as vértebras perdem sua capacidade de transferência e absorção de carga e acabam escorregando umas sobre as outras, gerando uma curva não natural da coluna.

A dor nas costas é o sintoma mais frequentemente relacionado à escoliose degenerativa, e pode vir acompanhada de dores irradiadas para os membros inferiores. Ela pode apresentar-se na forma de fadiga muscular, já que existe um importante desequilíbrio e aumento de carga sobre os músculos posteriores à coluna vertebral, ou localizada no ápice ou concavidade da curva.

A claudicação é outro sintoma claramente relacionado à patologia. A degeneração discal em múltiplos níveis leva a uma compressão das raízes nervosas que passam por entre as vértebras, gerando a dor ciática. O paciente passa a sentir dificuldade em caminhar médias distâncias ou ficar em pé durante certo período de tempo. O alívio normalmente se dá quando o paciente curva-se para frente, como por exemplo, auxiliado por um andador ou carrinho de supermercado.

A progressão da curva deve ser acompanhada. Por se tratar de uma patologia degenerativa, ela não pode ser evitada, mas seus efeitos podem ser retardados. O acompanhamento clínico deve ser feito, e toda musculatura envolvida na estabilização da coluna necessita estar constantemente ativa e fortalecida. Em alguns casos, cirurgias corretivas são necessárias para correção da curva e descompressão dos nervos.

Há 30 anos, cirurgias de correção de escoliose degenerativa eram mais raras. As técnicas de tratamento cirúrgico eram extremamente invasivas e os pacientes mais idosos apresentavam inúmeras contraindicações para realizarem-nas. Os avanços tecnológicos aliados a diferentes abordagens à coluna vertebral propiciaram o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas para o tratamento dessa patologia.

O XLIF é um acesso lateral minimamente invasivo para a correção das escolioses degenerativas. Por não violar a musculatura posterior da coluna e manter intactos os ligamentos, a técnica fornece correções mais estáveis através de menores incisões e menos sangramento. A morbidade associada às antigas técnicas foi minimizada, enquanto os resultados clínicos foram maximizados, possibilitando aos doentes uma nova chance de reconquistar a qualidade de vida de outrora.

O IPC oferece aos seus pacientes as mais avançadas técnicas de tratamento conservador e cirúrgico para os sofredores de coluna. O acompanhamento científico de seus pacientes comprova a eficácia de tais tratamentos, e nossos resultados podem ser compartilhados, através de congressos científicos, com outros médicos e pacientes que se beneficiam a cada dia dos avanços gerados pelo Instituto.

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