LINKS RÁPIDOS

Dicas

Dia a Dia

Vídeos

Editorial - Quando operar?

 

REDES SOCIAIS

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • YouTube - Círculo Branco
  • White Twitter Icon
  • Branca Ícone SoundCloud

     CONSULTÓRIO

Rua Vergueiro,1.421, Sala 305 Torre Sul 

Paraíso São Paulo/SP

Cep. 04101-000


 

(11) 2936.8838 

(11) 5571.9933

Dr. Luiz Pimenta – Especialista em Cirurgia da Coluna Minimamente Invasiva

Visite também: IPC - Instituto de Patologia da Coluna - Cirurgia e Tratamento da Coluna

©Copyright © 2019. Dr. Luiz Pimenta                                                                                                                                                                                        Developed by ANBInfo

A Espondilolistese é uma patologia que se caracteriza pelo escorregamento de uma vértebra sobre a outra em direção anterior. As etiologias podem ser degenerativa, lítica (ístimica), displásica (congênita), traumática ou patológica. O deslizamento pode ser de baixo (grau 1 e 2) ou alto grau (grau 3 e 4), separando as espondilolisteses em dois grupos de entidades patológicas distintas, sendo que as etiologias mais importantes dos casos de alto grau são displásica e lítica.

 

 

ESPONDILOLISTESE DE ALTO GRAU

Fonte: modificado de Gebauer e colaboradores. Rheumatology. 2016

 

A primeira descrição da patologia é de 1772 feita pelo obstetra belga Herbiniaux, que teve um um parto dificultado pelo deslizamento da vértebra L5 sobre o sacro. A origem dos casos de alto grau é causada por uma anormalidade congênitas ou múltiplas pequenas fraturas das articulações posteriores da coluna, as facetas articulares, que permitem a translação da vértebra superior. O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO É TIPICAMENTE FEITO EM CRIANÇAS, ADOLESCENTES OU ADULTOS JOVENS.

Em diagnóstico por imagem é constatado pelo acometimento do nível vertebral entre a vértebra de L5 e S1, sendo que L5 encontra-se deslizada à frente de S1, e na maioria dos casos com o platô vertebral de S1 abaloado em formato de domo. A DEFORMIDADE É AGRAVADA SE ACOMPANHADA POR UMA ALTERAÇÃO DO ALINHAMENTO SAGITAL REGIONAL E ATÉ GLOBAL DA COLUNA. Com alteração do alinhamento, a força de cisalhamento na coluna lombar é aumentada e pode gerar evolução do quadro, lembrando que a banda posterior que resistiria à esta força é anormal

Em casos sintomáticos a patologia pode ser muito debilitante para o paciente, e as queixas incluem dor lombar, radiculopatia, instabilidade mecânica, e deformidade decorrente de um desalinhamento da pelve. NA OBSERVAÇÃO CLÍNICA O SINAL DE PHALEN-DICKSON É CLÁSSICO DA ESPONDILOLISTESE DE ALTO GRAU COM DESALINHAMENTO, onde é possível constatar um padrão de joelhos e pelve flexionados, podendo ser preciso ficar nas pontas do pé. Este posicionamento é acompanhado por encurtamento dos isquiotibiais e da musculatura paravertebral. Estas alterações na postura e na marcha que são mecanismos compensatórios para manter o equilíbrio sagital.

 

ALINHAMENTO SAGITAL NAS ESPONDILOLISTESES DE ALTO GRAU

Fonte: modificado de Hresko e colaboradores Spine. 2007

 

SINAL DE PHALEN-DICKSON

Fonte: Bradford, DS, Hu, SS. Spondyloysis and spondylolisthesis. In: Weinstein, SL (Ed). The Pediatric Spine: Principles and Practice. New York: Lippincott-Raven, 1994:585-601.

A maioria dos casos têm sintomas, e se associado com deformidade é relativamente incomum que o tratamento conservador seja bem-sucedido por um tempo extenso. ESTA PATOLOGIA É UMA DAS POUCAS EM COLUNA QUE PODE TER UMA INDICAÇÃO CIRÚRGICA DE CARÁTER PROFILÁTICO, isto baseado em um risco de progressão, particularmente em indivíduos em desenvolvimento. Assim, progressão de deslizamento ou a presença de deformidade sagital podem ser indicadores de tratamento cirúrgico.

 

TRATAMENTO CIRÚRGICO

Fonte: modificado de Scott e colaboradores. JBJS Reviews, 2015

 

O tratamento cirúrgico é feito com descompressão neural e artrodese com objetivo de resolução da dor lombar, melhora dos sintomas radiculares e restauração do equilíbrio sagital. Vale ressaltar que a correção do deslizamento em si não é o principal objetivo, mas a correção do alinhamento espino-pélvico permite uma postura ereta e melhor condição biomecânica da coluna, protegendo e modelando as vértebras adjacentes. O estudo minucioso de cada caso é essencial para a tomada de decisão visando o tratamento mais correto.

 

 

 

Referências:

Abdala EHC, Filgueira ÉG, Ferrer L de A, Filho N, Souza J de. Espondilolistese de alto grau em adultos: redução e fixação monossegmentar. Coluna/Columna 2015;14(3):194–7.

Labelle H, Roussouly P, Berthonnaud E, Dimnet J, O’Brien M. The importance of spino-pelvic balance in L5-s1 developmental spondylolisthesis: a review of pertinent radiologic measurements. Spine 2005;30(6 Suppl):S27-34.

Mora-de Sambricio e Garrido-Stratenwerth. Spondylolysis and spondylolisthesis in children and adolescents. Rev Esp Cir Ortop Traumatol. 2014;58(6):395-406

Scott J. Schoenleber , MD; Harry L. Shufflebarger , MD; Suken A. Shah , MD. The Assessment and Treatment of High-Grade Lumbosacral Spondylolisthesis and Spondyloptosis in Children and Young Adults. JBJS Reviews, 2015 Dec; 3 (12): e3

Hresko MT, Labelle H, Roussouly P, Berthonnaud E. Classification of high-grade spondylolistheses based on pelvic version and spine balance: possible rationale for reduction. Spine (Phila Pa 1976). 2007 Sep 15;32(20):2208-13.

Gregory Gebauer, Michael A. Pahl, David T. Anderson, and D. Greg Anderson. High-Grade Spondylolisthesis. Rheumatology. 2016