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Visite também: IPC - Instituto de Patologia da Coluna - Cirurgia e Tratamento da Coluna

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A mielopatia é a síndrome clínica que resulta de uma lesão da medula espinal, já o termo espondilose se refere a lesão degenerativa ou desgaste das articulações entre as vértebras. Posto isso, sabe-se que a mielopatia espondilótica cervical é a mielopatia adquirida não traumática mais frequentemente observada na clínica diária (sendo válido lembrar que a lesão medular também pode ocorrer por traumatismos ou outras condições na coluna cervical).

A compressão da medula pode ser causada por alterações degenerativas da coluna vertebral cervical, tais como: hipertrofia das facetas, hipertrofia do ligamento amarelo, osteófitos nas margens posteriores dos corpos vertebrais direcionados para o canal vertebral e para os foramens, calcificação do ligamento longitudinal posterior e muitas vezes por hérnias discais volumosas. Associadas ou não, as alterações provocam a diminuição do diâmetro do canal vertebral resultando em compressão da medula espinal. Ainda, alterações microvasculares (falta de suprimento sanguíneo na medula) podem agravar o quadro. A ocorrência está relacionada até certo grau com herança genética, fatores ambientais como trabalho com carga em coluna cervical e o grande vilão de diversas doenças: o tabagismo.

Os sintomas dependem da zona da medula afetada e do nível da compressão. Os sintomas mais frequentes são: dormência das mãos, perda da destreza manual, sobretudo, para movimentos finos, como abotoar botões de uma camisa, falta de força nos membros superiores, rigidez dos membros inferiores (marcha robótica), desequilíbrio na marcha e urgência miccional. A dor cervical habitualmente está presente, mas não é o sintoma principal. A evolução dos sintomas é muito variável e, em certos casos, os sintomas são lentamente progressivos, mas em outras situações, o aparecimento de graves sintomas neurológicos é rápido e necessita de tratamento cirúrgico urgente.

FIGURA 3 (adaptada de “https://www.spine-health.com/blog/how-cervical-stenosis-myelopathy-affects-your-body” e de “http://clinicbrain.com/article/Dizziness-Causes”)

O prognóstico dessa doença está relacionado a três fatores:

  • COMPROMETIMENTO NEUROLÓGICO, visto que o prognóstico é pior nos casos com maior comprometimento neurológico;

  • TEMPO DE EVOLUÇÃO DA DOENÇA, pois nos casos com maior tempo de evolução o prognóstico é mais comprometido;

  • IDADE DO PACIENTE, com pior evolução nos pacientes mais idosos.

Esses dados reforçam a indicação do tratamento cirúrgico assim que é feito o diagnóstico clínico de mielopatia e confirmado com exames de imagem.

O exame complementar fundamental para obter o diagnóstico é a ressonância nuclear magnética (RNM). Este exame permite definir com clareza as alterações estruturais da coluna cervical, a existência de compressão medular e a sua localização, e a presença de lesões medulares, que poderão ser edematosas (mieloedema) ou atróficas (mielomalácea). O sinal radiológico aparente na RMN é o sinal de mielomalácea, sinal hiperintenso da medula representando necrose isquêmica ou hemorrágica da medula espinhal. Não infrequentemente mostram alterações no exame sugerindo compressão medular, mas encontram-se assintomáticos e sem sinais clínicos de compressão medular. Nesses casos ainda não há um consenso quanto à melhor conduta, se segue para tratamento cirúrgico ou mantém observação clínica. Estudos mostram que aproximadamente 8% desses pacientes irão apresentar quadro neurológico no período de um ano e aproximadamente 23% destes no segmento de quatro anos.

FIGURA 1 (Fontes: adaptada de “http://blog.medicalmediaimages.com/2014/08/what-is-cervical-spondylotic-myelopathy.html” – estudar o copyright; imagens de arquivo)

Uma vez decidido o tratamento cirúrgico, o objetivo principal é a descompressão da medula espinal. Para tal, existe a opção desse procedimento ser realizado por acesso anterior (discectomia e/ou corpectomia e artrodese anterior), posterior (laminectomia, laminoplastia e/ou artrodese posterior) ou acesso combinado. Algumas características são avaliadas para decisão de acesso, como presença de lordose cervical, calcificação do ligamento longitudinal posterior, compressão medular predominantemente anterior ou posterior, níveis comprometidos e a presença de instabilidade da coluna cervical.

 

Referências

Mielopatia cervical espondilótica - tratamento com laminoplastia e artrodese com sistema de fixação de massa lateral - Pimenta Junior WE, Daher S, Souza Junior ZA, Cardoso ALP, Moraes FB - COLUNA/COLUMNA. 2008;7(1):17-22

Tratado de Neurocirugia 1º Edição, Editora Manole, Editor Mario G Siqueira. 2015

Tracy JA & Bartleson JD. Cervical Spondylotic Myelopathy. The Neurologist 16(3):176-87. 2010