Será que é possível tratar a coluna sem necessariamente operar?

Das pessoas com problema de coluna, uma minoria precisa de tratamento cirúrgico.


Doenças como fibromialgia, por exemplo que pode causar desconfortos na coluna, mas tem em sua origem outros males que não requerem procedimento cirúrgico. Outro caso que pode ser confundido é o de homens jovens que sentem dores nas costas pela manhã, que vai melhorando no decorrer do dia. Essas situações denotam normalmente problemas reumatológicos e requerem outros tipos de tratamentos.


A cirurgia de coluna é necessária quando o paciente não melhora dos seus sintomas através de outros tratamentos e nos exames de imagem identifica-se um problema que é tratável cirurgicamente.


Os casos mais comuns de problemas passíveis desse tipo de intervenção são os degenerativos, surgidos normalmente em pessoas com mais idade. À medida que idoso sofre alterações em seu metabolismo, podem aparecer problemas como hérnia de disco, a espondilolistese – que é o deslizamento de uma vértebra para a frente, trás ou para os lados e que pode causar dores ou irritação da raiz nervosa -, e casos de estreitamento do orifício de passagem do nervo, que pode causar problemas comuns como ciática, por exemplo.


Há quem se assuste ao ouvir falar em cirurgias na coluna. Mas com os avanços da medicina, hoje em dia existem vários tipos de tratamento não invasivos, feitos com agulhas através da pele, ou pequenas aberturas na pele e na musculatura. Apenas grandes cirurgias, normalmente requerem o uso de pinos em seu processo, mas graças às diversas novas técnicas existentes hoje em dia, os riscos de sequelas após esse tipo de procedimento são mínimos.


Psoas: Cuide do músculo que te sustenta!

psoas saudável estabiliza a coluna vertebral e proporciona apoio através do tronco, além de formar um bom suporte para os órgãos abdominais.


– O que é o Psoas?

É um músculo bem especial em todos os aspectos. Hoje existem diversos estudos a respeito dele pela condição anatômica, pela condição funcional e estratégica que ele possui.


Por que o psoas é um músculo tão importante, apesar de não ser conhecido pela maioria das pessoas?

Estamos acostumados a falar de músculos superficiais considerados mobilizadores, ou seja, que executam os grandes movimentos do corpo. O psoas é um músculo profundo e bem espesso, que conecta a coluna vertebral às pernas, tendo assim grande importância na estabilidade da coluna vertebral e no suporte nas vísceras abdominais. É fundamental na função motora, como, por exemplo, levantar as pernas para andar ou calçar uma meia.


Quais são os sintomas de que há problemas com o psoas?

A inatividade, somada a horas na postura sentada, endurece esse músculo, tornando-o não só fraco como encurtado. O resultado disso será dor na frente da coxa, próximo à virilha, com a sensação de “perna presa” (rigidez muscular) nos primeiros passos. Por isso é tão importante levantar de tempos em tempos da cadeira, para “acordar” esse músculo. Bem alongado, o psoas proporciona bem-estar aos músculos da perna e da pelve. Do contrário, vai se tornando fraco e poderá dificultar a marcha, porque não terá mais força para suspender a perna e dar o passo à frente. Como o passo ficará mais encurtado ou arrastado, o risco de quedas aumenta.


Que tipo de exercício deve ser feito para garantir o seu bom funcionamento?

Por se inserir na coluna vertebral e no diafragma através de fáscias (tecido conjuntivo), exercícios ligados à respiração promovem a ativação desse músculo mantendo a coluna ereta com suas curvaturas fisiológicas preservadas. Um bom exercício para quem passa horas sentado:


a)  desencostar da cadeira um pouco;


b)  sentar sobre os ossinhos do bumbum – chamados de tuberosidades isquiáticas;


c)  manter a coluna lombar com sua curvatura fisiológica (lordose lombar) com os pés bem apoiados no chão;


d) inspirar abrindo bem o peito, crescendo o topo da cabeça para o teto e ao mesmo tempo empurrando os pés contra o chão (como se fosse levantar);


e) soltar o ar relaxando, mas sem despencar a postura ereta da coluna;


f) repetir umas cinco vezes. O movimento acorda muitos músculos do corpo e renova a atenção para o trabalho.


Outro exercício simples é aumentar o passo no andar: isso fará a perna ficar mais tempo em suspensão até a pessoa apoiá-la novamente no solo.



O procedimento cirúrgico é realizado através de uma pequena incisão na pele na lateral do corpo (+/- 4 – 5cm)

Há muitos anos, as cirurgias minimamente invasivas deixaram de ser procedimentos experimentais; hoje elas já são realidade. Podemos citar as cirurgias minimamente invasivas feitas por endoscopias e por via percutânea, nos acessos abdominais e nas articulações. Na área da coluna vertebral, essas cirurgias são possíveis para casos selecionados de várias patologias, como hérnia de disco, degenerações discais, compressões, escolioses e escorregamento vertebral, entre outras.


Os objetivos de uma cirurgia menos invasiva devem ser os mesmos de uma cirurgia tradicional. Porém, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, realizar um procedimento com menos invasão não necessariamente quer dizer que a cirurgia é feita por um pequeno corte ou com ajuda de câmeras ou microscópios. Em linhas gerais, essas técnicas minimamente invasivas se preocupam em causar o menor dano possível aos elementos internos do corpo que estão saudáveis. Assim, podemos ter um efeito positivo do procedimento cirúrgico diminuindo os efeitos colaterais imediatos ou em longo prazo.


Para os pacientes, os benefícios são diversos: menor perda sanguínea, menor necessidade de internação em UTI, menor tempo de estadia hospitalar, retorno mais rápido às atividades diárias e ao trabalho. Com o paciente se movimentando e andando mais rápido, pretendemos evitar complicações relacionadas aos longos períodos acamado: infecção hospitalar, doenças pulmonares, trombose, além da potencial diminuição de custos ao paciente, hospital e convênio (público ou privado). Com menor agressão cirúrgica, alguns pacientes mais idosos ou mais debilitados, que não poderiam ser submetidos a cirurgias tradicionais (mais agressivas), podem ser beneficiados.


XLIF

A técnica do ACESSO LATERAL (ou XLIF – “eXtreme Lateral Interbody Fusion”) consiste em uma cirurgia minimamente invasiva para a coluna lombar e torácica. Ela tem os mesmos objetivos cirúrgicos principais dos procedimentos tradicionais, e tem como objetivo diminuir os principais riscos inerentes às técnicas abertas (tradicionais). Desde a última década, o procedimento tem sido amplamente utilizado nos Estados Unidos, atingindo cerca de 10% de todas as cirurgias de coluna realizadas.

O ACESSO LATERAL tem como objetivo alcançar a coluna da maneira mais branda possível para gerar o mínimo de danos às estruturas internas do corpo, evitar os importantes riscos de uma abordagem tradicional pelas costas ou pelo abdômen, e fazer com que o período pós-operatório se dê da forma mais natural e com o mínimo de desconforto ao paciente.

A CIRURGIA

O procedimento cirúrgico é realizado através de uma pequena incisão na pele na lateral do corpo (+/- 4 – 5cm). Deste modo é viável chegar e agir diretamente na principal articulação da coluna: o disco intervertebral. Através dessa pequena incisão são inseridos progressivamente tubos de diâmetros crescentes. Assim, gradativamente é criado um campo visual de trabalho de maneira branda. Por entre as fibras do músculo psoas (músculo que se situa ao lado das vértebras da coluna lombar), os dilatadores chegam lateralmente à vértebra e ao disco intervertebral, longe da medula e dos nervos que dela saem. Durante todo esse processo um aparelho de monitoração eletroneuromiográfica (EMG) funciona como um GPS e é utilizado para garantir que o acesso está sendo feito longe de nervos, e assim então, de maneira segura. E ainda, é importante ressaltar que o procedimento é feito todo com visão direta e não é necessário o uso de vídeo-endoscopia.

O disco intervertebral doente é lentamente retirado e assim a dor vinda diretamente do disco pode ser aliviada. Um espaçador intervertebral (“cage”, do inglês “gaiola”) é colocado no local onde anteriormente existia o disco, ou seja, entre duas vértebras. O espaçador fará com que o espaço entre as vértebras seja aumentado e está articulação, que anteriormente gerava dor, seja estabilizada. Ainda, o espaço por onde passam os nervos (que se dirigem aos membros inferiores) também é aumentado, e assim, os nervos não ficam mais pinçados, aliviando as dores ciáticas. Com o espaçador entre as vértebras, elas ficam realinhadas, e uma possível condição de escorregamento (espondilolistese) pode ser corrigida.

Antes de inserir o espaçador, ele é preenchido com enxerto ósseo sintético, sendo que não é necessário retirar osso da bacia, procedimento que gera muita dor ao paciente e é feito nas cirurgias tradicionais. Com esse enxerto entre as vértebras, gradativamente cresce osso entre as vértebras e assim a correção cirúrgica é mantida.



A incorporação de novas tecnologias para melhoria de resultados na saúde já é realidade em alguns locais do Brasil. Entretanto, o avanço da divulgação desde procedimento, da aparelhagem dos estabelecimentos de saúde, do treinamento e educação adequados ainda é um ponto limitante na difusão dessas técnicas, em especial longe dos grandes centros. A implementação inicial e o custo imediato precisam ser balanceados com a redução de custos indiretos e a médio prazo. É fundamental romper paradigmas e analisar a relação custo/benefício real a longo prazo para disponibilizar melhores tratamentos com menor impacto físico e social.



Veja a entrevista completa:




Por Dr Luiz Pimenta


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