Trauma TL

Dr Fabio de Oliveira Rosa

 

Trauma tóraco-lombar

- opções modernas para tratamento -

 

Quando nos deparamos com um trauma na coluna vertebral, normalmente nos remetemos ao termo: “grave” e instantaneamente nos chega a mente a palavra: “paralisia”. Obviamente, não se tratam de lesões corriqueiras em sua maioria, contudo, é fundamental sabermos que grande parte dessas lesões possui tratamento com resultados animadores sem sequelas mais graves.

As fraturas e luxações da coluna, são lesões que ocorrem com maior frequência em pessoas jovens, associadas a traumas de alta energia, os politrumatismos. Principalmente por acidentes automobilísticos. Com o envelhecimento da população, ha que se considerar os idosos como outro grupo de risco. Seu mecanismo de trauma é de baixa energia, geralmente quedas domiciliares da própria altura, apresentando muitas vezes um quadro clínico insidioso. As causas mais comuns de traumatismo grave, são acidentes com veículos motorizados, quedas, acidentes de mergulho e ferimentos por arma de fogo.

Os sintomas podem ser fatores para erro diagnóstico, uma vez que esses pacientes podem estar associados a traumatismos cranianos, intoxicação alcóolica e politraumatismos. Deve-se suspeitar da existência de lesão da coluna vertebral em qualquer paciente com traumatismo craniano ou graves lesões faciais ou do couro cabeludo.

O médico realiza um exame físico geral com o paciente em decúbito dorsal. Os canais auditivos devem ser inspecionados para descartar fístula liquórica ou otorragia. Os processos espinhosos devem ser palpados desde a cervical superior até a lombossacral. Um processo espinhoso doloroso pode indicar lesão da coluna. É importante que seja feito um exame neurológico inicial detalhado, incluindo as funções sensitivas, motoras e reflexas, para a determinação do prognóstico e tratamento.

As radiografias iniciais devem incluir uma incidência lateral da coluna cervical e incidências ântero-posteriores do tórax e da pelve. As fraturas da coluna tóraco-lombar são menos acessíveis com o paciente em decúbito dorsal, porém, com o auxílio da tomografia computadorizada é possível fazer o diagnóstico de fraturas despercebidas na radiografia.
 

Tratamentos

 

Grande parte das fraturas da coluna toracolombar, principalmente em idosos, são de tratamento conservador, com o uso de coletes e acompanhamento ambulatorial. Todavia, existem critérios que norteiam a indicação cirúrgica:

 

*fratura com comprometimento de mais de 50% do canal vertebral

*cifose maior que 30 graus

*deficit neurológico

*instabilidade vertebral

 

A evolução dos tratamentos cirúrgicos para os traumas da coluna tóraco-lombar nos trouxe opções modernas que são utilizadas em centros de referência no mundo inteiro. Abaixo citamos algumas destas opções:

 

Cifoplastia por balão: procedimento minimamente invasivo, onde um pequeno balão é inserido no corpo vertebral pelo pedículo e inflado para restaurar sua altura. Em seguida é retirado e a cavidade é preenchida por cimento ósseo para proporciona alívio da dor e minimizar acunhamento vertebral.

 

Vertebroplastia: procedimento minimamente invasivo, que consiste na inserção de grandes agulhas espinhais no corpo vertebral fraturado através do pedículo e injeção de cimento ósseo no interior do osso para estabilização da fratura e alívio da dor.

Fonte: Vertebroplasty and Kyphoplasty. 2006

Fixações pediculares percutâneas: a instrumentação com parafusos pediculares é bastante eficaz no tratamento de fraturas da coluna lombar inferior. Os parafusos pediculares promovem fixação com boa estabilidade e pouca quebra do material de osteossíntese. O acesso percutâneo, poupa a musculatura paravertebral, diminuindo o índice de necrose muscular pós-operatória e o volume de sangramento.

Fonte: Lee e colaboradores. 2013

 

Acesso lateral para corpectomias: a excisão do corpo vertebral acometido pode ser selecionada como um procedimento primario ou necessario em algumas fraturas que não foram tratadas por mais de duas semanas e não são consideradas a uma instrumentação posterior e descompressão indireta do canal. A opção pelo acesso lateral em detrimento do acesso anterior tem como algumas vantagens, menor morbidade na abordagem cirúrgica, diminuição de possíveis lesões vasculares, recuperação mais rápida do paciente, com menor tempo de internação.

Fonte: Campbell’s Operative Orthopaedics

As fraturas da coluna tóraco-lombar são objeto de contínuo estudo por parte dos cirurgiões de coluna, fato este, que contribui para o avanço de novas técnicas e melhora dos resultados. É fundamental que o médico generalista entenda os conceitos básicos do trauma espinal, possibilitando assim a identificação precoce das fraturas e encaminhamento para tratamento adequado para prevenir possíveis sequelas.

 

Referências

Rockwood e Green. Fraturas em adultos. 7ª edição

Freiderick M. Azar, James H. Beaty e S. Terry Canale. Campbell’s Operative Orthopaedics. 11ª edição

Joseph Schatzker e Marvin Tile. Tratamento Cirurgico das Fraturas. 2ª edição

Michael D. Mckee e Emil H. Schemitsch. Cirurgia do Trauma Ortopédico. 1ª edição

Michael S. Shen, M.D., and Yong H. Kim, M.D. Vertebroplasty and Kyphoplasty. Bulletin of the NYU Hospital for Joint Diseases • Volume 64, Numbers 3 & 4, 2006

Gun Woo Lee, Soo-Jin Jang, Jae-Do Kim, Jung-Hwan Son, and Jae-Ho Jang. The Efficacy of Percutaneous Long-Segmental Posterior Fixation of Unstable Thoracolumbar Fracture with Partial Neurologic Deficit. Asian Spine J. 2013 Jun;7(2):81-90.

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